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| Da Redação Agência Pará de Notícias Atualizado em 05/04/2014 |
Um gabinete integrado com representação de todas as instituições que compõem o Sistema Estadual de Segurança Pública e Defesa Social foi montado no Centro Integrado de Operações (Ciop), com a intenção de monitorar as ações e garantir o atendimento em segurança pública da população.
“Essa reunião acontece todas as terças-feiras, porém, resolvemos antecipar esse encontro para que possamos discutir de maneira conjunta a questão dos protestos e encontrar a melhor solução para não deixar que a população sofra nenhuma descontinuidade do serviço público de segurança”, garantiu o titular da Segup, Luiz Fernandes Rocha, após reunião na manhã deste sábado, 5, do Comitê de Gestão de Segurança Pública (Cigesp), realizada na Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).
Ele também ressaltou que a Polícia Militar tem adotado todas as medidas para que seja mantido o policiamento nas regiões do Estado, com emprego das tropas de missões especiais, de policiamento especializado e, se for o caso, do grupamento de cerca de 900 alunos, em período final de formação, que vêm regularmente sendo utilizados em policiamento nas praças desportivas e outras operações.
O secretário adjunto de Gestão Operacional da Segup, coronel PM Mário Solano, que será o responsável pelo gabinete integrado no Ciop, explicou que o grupo fará o acompanhamento 24 horas por dia, ininterruptamente, e contará também com a presença de representantes dos entes federados, como Polícia Rodoviária Federal, Guardas Municipais de Belém e Ananindeua e Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob).
“Nós iremos acompanhar a situação 24 horas por dia, com a intenção de discutir os problemas que vão acontecendo durante o desenrolar do dia e encontrar no processo decisório uma solução adequada para proteger e melhorar a atenção para os nossos cidadãos, até que a situação seja restabelecida”, disse.
Durante a reunião, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Daniel Borges Mendes, expôs aos representantes do Cigesp os avanços garantidos pelo Governo do Estado, na sexta-feira, 4, aos policiais soldados, cabos, sargentos e suboficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.
Ele também falou sobre o histórico da diferenciação salarial entre praças e oficiais. “Eles terão aumento da gratificação de risco de vida de 70% para 80% agora em abril e até o final do ano esse percentual será de 100%”.
“Fizemos questão de conversar com a tropa para colocar o que tem sido feito. Para isso, é preciso retroceder nove anos, para que se perceba os ganhos históricos da carreira dos praças e que têm impacto positivo até hoje”, acrescentou o coronel.
Em nove anos, o soldo de um soldado acumulou um reajuste de 395,89%. Já o do coronel, incluindo os benefícios da Lei 34/2014, que incorpora o abono até 2018, subiu 195%. A variação da remuneração dos praças, de 2005 a 2014, é de 246%.
“Se fizermos uma projeção até 2018, os praças devem ter um aumento similar ao dos oficiais, que segundo o projeto aprovado pelo Legislativo, terão reajuste escalonado de 100% nos próximos cinco anos. Enquanto que é importante frisar que o gatilho do aumento do salário dos praças dispara todos os anos, de acordo com o salário mínimo”, disse o comandante.
“Essa comparação evidencia que ambas as categorias têm crescimento equivalente na recomposição dos seus ganhos e o dos praças é ainda maior”, afirmou o coronel.
Em 2005, o soldo de um coronel era equivalente a mais de cinco vezes o de um soldado. Em 2012, chegou-se a uma relação de 2 para 1. A distorção era mais evidente entre os tenentes, que passariam a ganhar menos que os suboficiais. “Era a hora de corrigir também a remuneração dos oficiais, como se havia feito com a dos praças, sem prejuízo dos ganhos conquistados por estes”, explicou o coronel Daniel Mendes.
Além do incremento na remuneração, o comandante-geral da PM lembrou uma série de benefícios que vêm sendo garantidos pelo governador Simão Jatene, desde 2011, com impacto nos salários e também nas condições de trabalho de todos os militares.
Entre elas, a garantia de que o pagamento no contracheque do auxílio-fardamento passa a ser estendido para todos os praças da Polícia Militar. Até então, apenas soldados e cabos recebiam o benefício, que agora também passa a ser incorporado aos sargentos e subtenentes, que terão o valor definido pelo soldo de 3º sargento, fixado em R$ 798,00. O pagamento será feito no mês de aniversário de cada militar.
O promotor da Justiça Militar Armando Brasil, que foi convidado pelo secretário de Segurança Pública para participar da reunião, elogiou os esforços feitos pelo Governo do Estado. “A reunião que tivemos com todos os órgãos de segurança do governo foi muito satisfatória. Os números apresentados pelo comandante geral da Polícia Militar provam que não há essa diferenciação toda salarial entre praça e oficiais. Daqui para frente vamos conversar com as lideranças do movimento para que não haja mais interdição das pistas da BR-316 em Ananindeua e em outros municípios do Estado, para que não haja mais problemas no direito de ir e vir da sociedade”, ressaltou.
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