A gigante de bebidas Coca-Cola informou que a receita do primeiro trimestre foi de US$ 10,58 bilhões, uma queda de 4% em relação ao mesmo período do ano passado, e uma queda de 8% no lucro líquido, que caiu para US$ 1,6 bilhão, graças a fatores globais como menor volume na Europa, venda de operações de engarrafamento no Brasil e desvalorização da moeda da Venezuela. Mas, mesmo assim, as ações da empresa continuam em alta.
O volume mundial da empresa cresceu 2% no trimestre graças ao crescimento de países em desenvolvimento e do mercado como a China, onde o volume cresceu 12% no trimestre.
“Nosso ritmo de crescimento está em constante melhoria e de acordo com nossas expectativas, uma vez que o crescimento do volume foi de 2% no trimestre”, afirma Muhtar Kent, presidente e CEO da Coca-Cola. “Todos nós da The Coca-Cola Company continuamos confiantes em nossa capacidade de cumprir nossas estratégias enquanto fortalecemos ainda mais a nossa base para o crescimento rentável e sustentável de longo prazo.”
Um dos outros fatores que afetam o lucro da Coca-Cola foi a desvalorização do bolívar venezuelano: a empresa já tinha usado uma taxa de câmbio de 6,3 bolívares para 1 dólar norte-americano, taxa fixada pelo Sistema Complementar de Administração de Moeda Estrangeira da Venezuela, uma mudança que custou à empresa US$ 247 milhões durante o primeiro trimestre de 2014.
Após a divulgação dos resultados de ganhos, as ações da Coca-Cola aumentaram 3% e o estoque está abaixo de 4,75%.
